sábado, 1 de setembro de 2012

O Direito do Profissional de Educação Física



Somos uno, corpo, mente e espírito e não parte disso. Já é muito sábio que a atividade física é para um indivíduo um forte meio de prevenção de doenças, e para os governantes um método eficiente e econômico para melhorar a saúde pública de toda a população, sem falar na contribuição a cidadania.
        Na atualidade a capacidade cognitiva e a condição de domínios motores mínimos (apertar um botão por exemplo) é o que prevalece, e ao mesmo tempo  contribui ao aumento de pacientes enfermos em postos de saúde.
Uma criança que não tem chances de vivências positivas no mundo motor, terá oportunidades no futuro dentro do seu domínio limitadas. Há Educação Física Escolar é a principal ferramenta, porquê têm o espaço institucional onde atividades recreativas, desportivas devem e são tarefas do professor de Educação Física para formar e contribuir decisivamente na maior parte do destino das crianças e jovens do nosso país.
A atividade física e desportiva deve ser conduzida e orientada por Profissionais de Educação Física habilitados, e que tenham em seu trabalho uma forma consciente, formativa, qualitativa e acima de tudo ética no que fazem.  Pois, a prática com pessoas não capacitadas ou por sí só (sem orientação) não é valida e sim muito prejudicial e como se diz por ai“o barato pode sair caro”, ocasionando muito danos, lesões e malefícios físicos, sociais e até educacionais. 
A Carta Internacional de Educação Física e Esporte, aprovada na sessão da UNESCO, no ano de 1978 menciona: “os programas destas áreas correspondem às necessidades dos indivíduos e da sociedade, sendo o ensino, o enquadramento e administração da Educação Física e Esporte devem ser confiados a pessoal qualificado”.
Segundo o artigo 3 da Lei n 9.696/98, compete ao profissional de Educação Física em coordenar, planejar, programar, supervisionar, dinamizar, dirigir, organizar, avaliar e executar trabalhos, programas, planos e projetos, bem como prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria, realizar treinamentos especializados, participar de equipes multidisciplinares e inter-disciplinares e elaborar informes técnicos, científicos e pedagógicos, todos na área de atividade física e desporto. 
O Profissional de Educação Física têm direito a este espaço, conquistado nos bancos escolares, onde teve formação em conhecimentos científicos, pedagógicos, técnico e ético e deve fazer o seu trabalho ensinando, treinando, orientando, dinamizando as atividades esportivas, mas sempre de forma homogênea, agregadora, democrático e cooperativo.
“O esporte e a atividade física não são um milagre, mas parte do milagre”
-  Parabens a todos os Profissionais de Educação Física que contribuem para isso!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Você sabe o que é Treinamento Proprioceptivo?



O Treinamento Proprioceptivo é baseado em exercícios para a melhora da sensação de movimento originadas das articulações, músculos, tendões e ligamentos que são enviadas por meio de vias ao sistema nervoso central de modo consciente ou inconsciente e influenciando no tônus muscular, execução motora e coordenação, reflexos musculares, equilíbrio postural e estabilidade articular.
Para você entender melhor fica fácil em termos práticos este tipo de treino consiste em causar desequilíbrios ao corpo de forma organizada para que haja uma resposta do sistema nervoso central gerando estabilidade funcional. Por exemplo: Quando pisamos numa superfície irregular, os proprioceptores detectam essa mudança e enviam essas informações para o cérebro aonde são processadas, o cérebro, então, "orienta" os componentes articulares envolvidos a se reajustarem à nova situação para manter o equilíbrio e então chamamos essa resposta de controle neuromuscular.

Esse tipo de treinamento proprioceptivo de controle neuromuscular é como se fosse um sentido, como o tato, olfato, porém, ele atua no lado de dentro do nosso corpo.
Age na sensibilidade de posicionamento das articulações, no equilíbrio e na ativação muscular gerando uma melhor adaptação das capacidades físicas (coordenação motora, equilíbrio, força, velocidade, flexibilidade), além de ajudar em termos psicológicos como o aumento de autoconfiança.
Os exercícios proprioceptivos estão presentes no processo de recuperação e na prevenção de lesões musculoesqueléticas para pessoas de todas as idades e grau de condicionamento físico.
Em atletas são importantes sua prática, pois, restabelece o controle biomecânico do movimento, dando mais eficiência do gesto motor desportivo realizado.
Na vida cotidiana de pessoas não atletas principalmente pessoas com mais de 65 anos de idade que sofrem quedas frequentes, a prática do treinamento proprioceptivo é fundamental para a promoção de saúde, pois, além de ajudar prevenir quedas fornece o equilíbrio, além da manutenção da força, adquirindo maior estabilidade musculoarticular e postural.

domingo, 17 de junho de 2012

Recordes Olímpicos podem estar próximos do fim!



O desejo do ser humano de se superar sempre existiu, tentando ser mais forte e potente, sem respeitar limites, é evidenciado em todas as etapas da história da humanidade. O princípio de competição é inspirador em teses filosóficas ou ideológicas decisiva na compreensão dos esportes sendo a necessidade de competir, como ingrediente fundamental da prática dos desportos.
As Olimpíadas de Londres começou mas a superação de recordes olímpicos serão cada vez mais difíceis de se ver futuramente segundo um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Biomédica e de Epidemiologia do Esporte (IRMES) em Paris em junho de 2008, concluindo que a capacidade de os atletas superarem as marcas está próxima do fim, ressaltando que a capacidade de melhorar o desempenho dos atletas atingirá seu limite dentro de máximo 60 anos.
O que levou os pesquisadores do IRMES a essa conclusão foi estatística dos 3.623 recordes esportivos realizados desde a 1ª Olimpíadas da era moderna, em 1896, até o ano de 2007.
O desempenho dos atletas olímpicos em um determinado esporte estará muito mais próximo entre todos os competidores. Sendo que vai começar a fazer a grande diferença serão nos pequenos detalhes (Ex: provas como salto em altura/distância serão consideradas em milímetros e não mais em centímetros, e para provas de velocidade será cronometrado nos milésimos de segundos) para a glória na quebra de um recorde mundial.
Provavelmente a emoção dos Jogos Olímpicos vão se concentrar em esportes coletivos devido à ausência de quebras de recordes nos esportes individuais como: Futebol, Ginástica olímpica, Lutas, Voleibol, Basquetebol.
Nas provas mais disputadas, com destaque as competições individuais o esforço dos atletas já está próximo do limite.
Aperfeiçoamento: Hoje, equipamentos e treinamentos avançam sobre seus limites, usando a tecnologia e a ciência onde o corpo humano já alcançou, aparentemente, o auge de seu desempenho físico. Os atletas olímpicos são preparados para desafiar as restrições provenientes da gravidade, do tempo e da distância encontram suporte nas pesquisas aplicadas na área da Fisiologia e da Medicina Esportiva, bem como no avanço das técnicas de treinamento e dos equipamentos.
       A Ciência permite "construir" um atleta para ser recordista olímpico, maximizando suas potencialidades físicas por meio do profundo conhecimento da fisiologia do movimento.
Quando o homem esportivo chega ao limite, com o corpo humano no máximo da sua capacidade, entra em campo a alta tecnologia dos equipamentos e dos materiais a seu serviço como na corrida espacial, também as olimpíadas servem para avaliar os avanços científicos que acabam por significar um progresso para a sociedade em geral.
Malhas que reproduzem a textura pele de tubarão  (fastskin) que reduzem 10% a resistência da água. Piscinas rápidas projetadas com raias 37 centímetros mais largas e ralos nas bordas, formando menos ondas são algumas soluções para melhorar o desempenho dos atletas.

Pode-se considerar que de maneira geral, a Ciência e a Tecnologia utilizadas no esporte têm sido mais voltadas para a tentativa de superação de recordes. Todavia, em muitos casos, isto tem sido feito priorizando os valores de natureza econômica em detrimento dos valores humanos e, por via de conseqüência, do próprio esporte, que deveria ter uma prática norteada por princípio basilar ou calcada em um Ideal Olímpico.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Exercício Físico na dose certa é um aliado contra a gripe


A gripe A, causada pelo vírus H1N1 em 2009, também chamada de gripe suína, alarmou toda a população mundial devido aos altos riscos de disseminação, relacionados às pessoas com baixos índices de imunidade, principalmente nos extremos de faixa etária (crianças e idosos) e aos portadores de doenças crônicas.
O exercício físico é um dos caminhos para  prevnir a gripe, pois, melhora o stress (condição que altera a liberação de neurotransmissores), estimulando um papel fundamental nas células de defesa do corpo (chamadas de linfócitos) a se moverem dos órgãos para a corrente sangüínea. 
Estudos epidemiológicos sugerem que indivíduos que se exercitam têm menor incidência de infecções bacterianas e virais. Entre os hormônios que durante o exercício, atuam no sistema imune, os principais são: as catecolaminas (epinefrina), o cortisol, hormônio do crescimento (GH) e peptídeos opióides (endorfinas).
Um estudo da Universidade de Gales, no Reino Unido em 2004, indica que mexer o corpo pode até melhorar a resposta imunológica à vacina antigripe.
Vinte e um voluntários praticantes de exercícios leves e pesados, tomaram a picada protetora contra o vírus influenza.
            Os cientistas, então monitoraram os anticorpos do grupo por um ano e constataram que a concentração deles era superior entre os malhadores mais dedicados.
Outros dados obtidos em modelos experimentais demonstram que animais treinados têm menor proliferação ou mesmo bloqueio da progressão de células tumorais injetadas, assim como melhor evolução em alguns modelos de infecção, sugerindo que o exercício, quando praticado dentro de limites fisiológicos, acarreta benefícios para todos os sistemas orgânicos, incluindo-se o sistema imune.
Um estudo divulgado pelo American College of Sports Medicine mostram que a prática de esportes é capaz de eliminar em até dois dias os sintomas de um resfriado, já que estimula as células do sistema imunológico que combatem a infecção.
Portanto, podemos reduzir consideravelmente os sintomas relacionados a resfriados e auxiliar na recuperação da gripe, quando os exercícios realizados de forma moderada.
Porém, é importante ressaltar que o exercício físico não é recomendada quando o praticante apresenta febre alta, fraqueza, dores no peito e nas juntas. Se não tratada adequadamente, a gripe pode evoluir e ser um fator facilitador de infecções mais graves, como pneumonia, infecção nos ouvidos, sinusite, amigdalite, e ainda agravar crises de asma.
Exercitar-se, passa então a aumentar a vulnerabilidade  e desidrata o organismo, nesses casos, o ideal é a pessoa iniciar um tratamento médico e descansar bastante.

Vários estudos comprovam que de modo geral, o exercício de intensidade moderada, praticado com regularidade, melhora a capacidade de resposta do sistema imune com diminuição de episódios de infecção. Porém, se praticados além de determinado limite, ou seja, de alta intensidade sob condições estressantes (overtraining) visto tanto em modelos experimentais como em seres humanos, provocam um estado transitório de imunodepressão, se associa a um aumento da incidência de doenças infecciosas, notadamente das vias aéreas superiores principalmente em atletas de alta performance, podendo, ocorrer também em atletas recreacionais que se submetam a grandes esforços.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

TREINAMENTO FUNCIONAL É UM TREINAMENTO GLOBAL

O Treinamento Funcional integra o corpo inteiro diferente da musculação que foca em um músculo por vez, o Exercício funcional exige muito mais esforço dos músculos, devido centralizar a força na parede abdominal, melhorando naturalmente o seu equilíbrio.
As técnicas usadas no exercício funcional consistem em uma junção de movimentos que imitam o nosso cotidiano trabalhando todas as capacidades físicas do indivíduo e otimizando a performance atlética: coordenação motora, flexibilidade, força, agilidade, equilíbrio, resistência e consciência corporal, sendo treinadas de forma integrada muitas vezes em apenas um exercício.
             Para aqueles que tentam fugir das modalidades de exercícios convencionais ou para a própria saúde, essa é sem dúvida uma ótima opção, seja para o físico, pois, o aluno queima sim calorias.
Pois, um único exercício funcional é capaz de trabalhar a maioria dos exercícios do corpo, além disso, uma sessão de treinamento funcional pode queimar em média 40 a 50% mais calorias do que uma sessão de musculação nos moldes tradicionais.
O exercício funcional pode ser também de fundamental importância para as pessoas que trabalham na mesma posição o dia inteiro ou que fazem muitos movimentos repetitivos: médicos, dentistas, digitadores, bancários e muitas outras profissões.

                 O uso do treinamento funcional exige a supervisão direta de um profissional de Educação Física para a correta execução dos movimentos e evitar risco de quedas.
Ficou interessado nas aulas de treinamento funcional?. Então entre em contato conosco, pois oferecemos no nosso trabalho que tem tudo para fazer do seu treino mais interessante e principalmente mais saudável.

domingo, 15 de abril de 2012

TREINAMENTO FUNCIONAL AJUDA EMAGRECER

O Treinamento Funcional é uma das ferramentas mais revolucionárias do mercado fitness sendo uma técnica de treinamento físico focada no desenvolvimento de um sistema neuromuscular integrado com o objetivo de tornar o nosso corpo uma máquina mais eficiente e condicionada para realizar as atividades diárias, melhorar a performance esportiva além de ajudar no emagrecimento.
Um único exercício é capaz de trabalhar vários musculos do corpo , elevando o gasto calórico , sendo que  uma única sessão de treinamento funcional queima mais calorias do que uma sessão de musculação nos moldes tradicionais.
Isto ocorre porque há grande ativação da musculatura do Core, e envolvem as maiores musculaturas corporais em grandes amplitudes de movimento, ativando estes grupos musculares, você acaba obrigando seu organismo a gastar mais energia para executar o movimento, consequentemente o trabalho voltado para o emagrecimento é potencializado.
No treinamento funcional os exercícios integram todos os membros do corpo durante sua realização, sendo o abdômen o maior responsável por suportar todos os músculos e ficando em isometria, ou seja, a parede abdominal não se movimenta, é preciso manter o equilíbrio e isso ajuda a fortalecer o core - um grupo de músculos quase sempre negligenciado que abrange os glúteos, a musculatura lombar e os abdominais - uma espécie de eixo do corpo. Um core sólido é vital para transferir potência e força da parte inferior para a parte superior e vice versa, ajudando no recrutamento das fibras de resistência e aumentando a eficiência dos movimentos corporais.

domingo, 8 de abril de 2012

Brasil poderá ter o maior índice de obesidade infantil do mundo


O avançar da idade do ser humano é acompanhado de uma tendência a um declínio do gasto energético médio diário à custa de uma menor atividade física. Isso decorre basicamente de fatores comportamentais e sociais como o aumento dos compromissos estudantis e/ou profissionais.
Assim como nos adultos, nas crianças alguns desses fatores contribuem para um estilo de vida menos ativo. A disponibilidade de tecnologia, o aumento da insegurança e a progressiva redução dos espaços livres nos centros urbano reduzem as oportunidades de lazer e de uma vida fisicamente ativa, favorecendo atividades sedentárias, tais como: assistir a televisão, jogar videogames e utilizar computadores aumentando os indices de obesidade infantil.
Atualmente existem estudos que comprovam a associação entre sedentarismo, hábito inadequada que levam as crianças provavelmente se tornarão adultos obesos.
Uma pesquisa britânica publicada na revista Pediatrics, afirma que a obesidade infantil pode estar determinada antes dos cinco anos de idade. O estudo acompanhou 233 crianças desde o nascimento até a puberdade, sendo que o peso das crianças ao nascer permanece semelhante aos níveis de 25 anos atrás, “mas elas se tornam mais gordas até a puberdade, em comparação com as crianças da mesma idade nos anos 80”. Segundo o coordenador da pesquisa, Professor Terry Wilkin, da Peninsula Medical School, em Plymouth, na Inglaterra.
Um estudo recente no Brasil sobre a coordenação do pediatra Mauro Fisberg, professor da Universidade de São Paulo (UNIFESP), constatou que as crianças brasileira estão ingerindo muito mais calorias. Entre 2 a 5 anos de idade, 22% apresentam sobrepeso sendo que 6% já estão obesas, superando o índice de sobrepeso dos EUA que é de 10% e se continuar neste ritmo, logo, irá superar o maior índice de obesidade infantil do mundo que pertence aos americanos.
Outro dados alarmante é que os índices de sobrepeso e obesidade infantil no Brasil são hoje sete vezes mais altos dos que registrados nos anos 70, e com isso, surgem com mais freqüências casos de hipertensão, diabetes e colesterol elevados nas crianças.
Em contrapartida desses dados vários estudos com crianças e adolescentes têm demonstra­do o benefício da atividade física no estímulo ao crescimento e desenvolvimento, prevenção da obesidade, incremento da massa óssea, aumento da sensibilidade à insulina, melhora do perfil lipídico, diminuição da pressão arterial, desenvol­vimento da socialização e da capacidade de trabalhar em equipe, além de produzir efeitos benéficos a longo prazo relacionados ao aparelho locomotor.
O crescente processo de urbanização, a especulação imobiliária, o excesso de veículos motorizados nas vias públicas, o extraordinário crescimento da violência, têm determinado intensas restrições à atividade física na infância. Uma criança hoje gasta em média 600Kcal diárias a menos do que há 50 anos atrás.
Um outro estudo da revista científica The Journal of Pediatrics  fez uma pesquisa onde liga o estresse familiar ao risco de as crianças se tornarem obesas.
            Em comparação do nível de estresse das famílias de 7.400 crianças de cinco a seis anos, desde o seu nascimento, pesquisadores suecos constataram que crianças de famílias com altos níveis de estresse (doença, morte, divórcio, desemprego ou violência) tinham o dobro do risco de obesidade.

         Portanto, necessita haver uma grande mobilização de governos e principalmente pais, professores, profissionais da saúde e educação para reverter está situação delicada antes que se torne um problema muito mais grave relacionado a saúde e ao desenvolvimento das crianças e jovens que são o futuro deste país.